Em 24 de junho de 2026, dois fortes terremotos — de magnitude 7,2 e 7,5 — atingiram o centro-norte da Venezuela com menos de um minuto de diferença.
Os terremotos rasos atingiram perto de Yumare, no estado de Yaracuy, cerca de 280 km a oeste de Caracas, com os danos mais graves ao longo da costa em La Guaira e na própria capital. Uma torre de 22 andares desabou em Caracas, o principal aeroporto internacional fechou, e a energia elétrica, a água e as redes móveis falharam nas áreas mais atingidas. O governo declarou estado de emergência nacional, e fortes réplicas continuam ocorrendo.
Até 26 de junho, o número oficial de mortos havia subido para centenas, com milhares de feridos — e continuava aumentando — enquanto dezenas de milhares de pessoas foram relatadas como desaparecidas por meio de registros on-line dispersos e não verificados. A ONU, o movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a OPAS/OMS, o PMA e o UNICEF estão mobilizando equipes de busca e resgate, equipes médicas de emergência e suprimentos de ajuda humanitária.
As lacunas descritas pelos socorristas são lacunas que a tecnologia pode ajudar a preencher: cruzar e eliminar duplicidades de relatos de pessoas desaparecidas entre plataformas fragmentadas, manter o fluxo de informação onde a conectividade nacional caiu cerca de um terço, mapear danos a partir de imagens de satélite, triar quais prédios são seguros para reocupação, e conectar as necessidades das pessoas a abrigos e suprimentos. É isso que vamos construir — rápido, de forma aberta, e ao lado das pessoas mais próximas do desastre.